agosto | 2017 | Eduardo Colamego

A importância da inteligência emocional para uma grande liderança

Inteligência Emocional, basicamente, é saber controlar e gerir as emoções. O conceito foi amplamente difundido pelo psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard – Daniel Golemam, considerado o “pai” do conceito IE. Ele define a Inteligência Emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Veja que nesse ponto de vista, podemos verificar a importância de primeiro nos lideramos, de sabermos identificar e gerir nossos sentimentos, e também identificar os sentimentos e reações emocionais dos outros para exercermos, então, uma melhor liderança e gestão de pessoas.

Como Peter Drucker nos ensinou; “As pessoas são contratadas pelas suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”.

Por isso, é de extrema importância sabermos gerir nossas emoções enquanto líderes e, ao nos relacionarmos diariamente com os colaboradores, identificar as singularidades de cada um. Sabendo identificar os caminhos emocionais de cada colaborador, é possível traçar canais de comunicação mais assertivos e claros, ajudando-os a se desenvolverem emocionalmente para conseguirem avançar em suas carreiras e relações profissionais e pessoais.

Um (a) líder desequilibrado emocionalmente desestabiliza sua equipe, um setor e até uma organização inteira. Posturas reativas e negativas geram desconfiança, falta de credibilidade e, consequentemente, um afastamento das pessoas, por isso, uma liderança reativa emocionalmente negativa não tem condições de prosperar ou estabelecer relações saudáveis e duradouras.

A inteligência emocional é de extrema importância para o exercício de uma grande liderança. Uma liderança emocionalmente preparada contribui de forma evidente para o desempenho das pessoas, para um ambiente mais saudável e para o direcionamento das metas de forma clara e assertiva. Instrui sem diminuir, corrige sem ofender e reconhece os colaboradores da forma certa e no tempo certo.

Eu gosto sempre de convidar as pessoas à autorreflexão, por isso aqui insiro algumas perguntas que você deve se fazer para testar como anda sua Inteligência Emocional:

1 – Quando algo não sai como planejei, costumo reagir de maneira furiosa – esbravejo, xingo, fico de cara feia, me mantenho reclamando e até descontando em quem não tem nada com a questão:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

2 – Costumo levar com humor as minhas falhas:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

3 – Demonstro os meus sentimentos autênticos em frente dos outros:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

4 – Procuro desculpas para fugir de situações que me causam mal estar:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

5 – Controlo com facilidade minhas emoções:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

6 – Conheço bem os meios para manter minha automotivação:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

7 – Reconheço as emoções das pessoas com facilidade e procuro respeitá-las:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

8 – Em um momento de pressão, problema e tensão, costumo buscar que todos se equilibrem sendo eu um(a) agente pacificador(a):

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

9 – Costumo julgar uma situação apenas baseado no que percebo e tenho como crença:

( ) Sempre ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes

Espero que tenha conhecido um pouco sobre a importância da Inteligência Emocional para a vida e para a liderança, e que possa refletir como anda sua Inteligência Emocional e, que com o texto e as perguntas, identifique pontos que deve manter e/ou cuidar para melhorar e alcançar progresso em sua vida, carreira e negócios.

Um abraço

Eduardo Colamego